Laura Barreto

www.ociodooficio.com.br

In Uncategorized on 14 de outubro de 2010 at 11:23

Caros amigos, familiares, seguidores e fãs ( eu tenho, acreditem se quiser!) ,

Confesso que vou sentir saudade, mas o mentemarketing vai ser desativado.

Não se desesperem, é por um bom motivo.

Meu site ficou pronto e lá terei mais recursos e ferramentas para trabalhar e mensurar o resultado.

Ainda estou aprendendo, portanto,tenham um pouco de paciência.

Já está tudo lá!

www.ociodooficio.com.br

Espero que gostem, afinal de contas é pra vocês.

Beijos,

Laura Barreto & Pedro Augusto

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O macho foi passear

In Fala sério, PELAMORDEDEUS, Uncategorized on 13 de outubro de 2010 at 21:04

Descobri que tenho um “escrevômetro” e que ele regula com o meu humor. Hoje estou triste, sem vontade ou idéias pra escrever.

Pedro Augusto – o neurônio alone – tá encolhido lá no cantinho, pode ser o frio…Pode ser de solidão. A única coisa que falou o dia inteiro é que queria ser um dos mineiros do Chile pra ser resgatado. Me deu pena…

Gente brincalhona e bem humorada como eu sofre ,  perde o direito de não estar bem. Todo mundo espera uma piada, uma brincadeira, um sorriso largo  100% do tempo. Mas tem dia que não dá…

Talvez seja o cansaço acumulado, a falta de férias, as preocupações com trabalho, filhas, amigas, família, contas… Pode ser falta de amor também. Não amor de filhas, esse (o maior do mundo), tenho de sobra. É que às vezes a gente quer ser “filha” novamente, quer colo.

Pode ser também falta de amor dos amantes, dos apaixonados… Quero ser cortejada , bajulada, dormir de conchinha, falar bobagem a noite toda, rir alto, falar baixinho no ouvido… namorar.

Pode ser também só a falta de um e-mail ou um telefonema carinhoso falando que vai ficar tudo bem, que vai dar tudo certo.

O mais provável é que seja, como o disco dos Titãs, ” tudo ao mesmo tempo agora”.

Dessa história toda só tenho certeza de uma coisa, hoje o “machão” que criei pra  me salvar de roubadas, trocar pneu, lâmpadas, carregar as compras, negociar com os mais duros clientes,  trabalhar que nem um jumento – às vezes até nos finais de semana pra complementar a renda-  saiu pra passear.

Deve ter ido tomar uma cerveja com os amigos. Ele merece, afinal de contas, sustentar  e ser responsável por duas crianças não é mole. Não mesmo.

Aí a solidão aproveitou o espaço vazio e deixou o Pedro assim, caladinho. Nem me xingar ele quer… mal sinal. E eu, bem, eu mulherzinha total…

Tanto, mas tanto que se eu pegasse a filha-da-mãe,  quer dizer, a boba, feia e chata da feminista que  queimou os  sutiãs acabaria com a raça dela. Sem socos ou pontapés, só no puxão de cabelo, tapa, beliscão, unhada e mordida.

Daqui a pouco passa, sempre passa… Não tenho outra alternativa.

E aí sento (quer de dizer, me levanto) e escrevo.

🙂

Laura Barreto

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Tênis, polícia e cães farejadores!

In Contribuições, PELAMORDEDEUS on 13 de outubro de 2010 at 12:02

Por: Ângelo de Barreto Aranha

Quem conhece a lei de Murphy certamente sabe que uma sequência de eventos aparentemente desvinculados pode ocasionar um grande problema inesperado, aliás , foi assim que nos anos 50 este engenheiro da força aérea americana tornou famosa a lei que ate hoje leva seu nome! Uma coisa eu sei, Murphy me adora, e creio que o que vou relatar aqui alcançou pontuação máxima na escala Murphiana.

Tudo começou quando me mudei para o Vila Alpina, após uma guerra para construir minha modesta casa, me instalei no inverno de 2003. Uma das grandes atrações era a praça de esportes, com quadras poliesportivas piscina e academia! Ah e uma linda quadra de tênis de saibro! Assim como a criadora deste blog, sempre adorei esportes e tênis era um sonho ate então utópico, afinal as quadras de saibro no país do futebol são algo ainda raro! Catalisado pela trajetória inesperada e vencedora do grande Gustavo Kuerten, resolvi levar a sério e contratei um professor de tênis, foi assim que comecei a treinar e me apaixonar pelo esporte, 02 vezes por semana tinha aulas com o mestre Ricardo (tentei antes com o nosso campeão familiar, o Caco, mas ele só dava aulas no iate e pra mim seria totalmente fora de mão). Mas meu mestre era muito bom e rapidamente peguei o jeito e assim fui galgando posições no ranking da ATM Associação dos Tenistas do Mutuca…

Todo dia de aula Ricardo trazia um saco com uma quantidade enorme de bolas, para ele era uma tarefa incômoda já que tinha uma moto! O cara era malabarista prá pilotar uma CG com 100 bolinhas nas costas! Então, num gesto magnânimo ofereci pra que ele deixasse as bolas comigo, eu as guardaria no porta malas do  carro e elas ficariam lá até o dia das aulas, como nessa época eu era o único aluno iniciante, foi uma boa solução que não atrapalhou ninguém! A partir de então, as bolas passaram a morar no enorme porta malas do meu Escort.

Neste momento, Murphy sorriu pra mim!!! Era o primeiro evento.

Um belo dia estava em casa tomando  café me preparando para ir à CEMIG, empresa onde trabalho. O telefone toca e era a secretária do setor comunicando que o diretor da minha área havia me convocado para apresentar um de meus projetos, deveria vestir um terno e me apresentar em uma hora. Bom, em condições normais seria tempo mais que suficiente para ir do Vila Alpina em Nova lima ate o Ed. sede da Cemig no Santo Agostinho, eu não fazia a menor idéia, mas acabava-se de se concretizar o segundo evento.

Então, impecável no meu Armani (mentira! Era companhia do terno mesmo…), fui dirigindo para meu trabalho e ao fazer a curva do ponteio, palco de grandes emoções, me deparei com uma blitz daquelas de fazer arrepiar os cabelos de qualquer um, vários guardas armados com metralhadoras e cães pastores gigantes geneticamente modificados! Eu pensei, não podem me parar! Estou de terno e barbeado, indo falar com o diretor da Cemig! Coisa fina Meu Deus!!! Doce ilusão, um guardinha que parecia um anão de uniforme me fez aquele gesto detestável me ordenando encostar! Pensei novamente, tudo bem, ele agora vai me ver de terno, com a barba feita e o crachá da CEMIG a mostra no painel, vai pedir minha carteira e me liberar em 05 minutos… Aiaiaiai, estava acontecendo o terceiro evento Murphiano!Com um olhar digno da SS nazista, aquele gnomo rodoviário me mandou descer do carro para inspeção completa, então ele e um colega vasculharam o interior do veiculo e olharam todos os cantinhos, minha preocupação era apenas com o tempo, se essa varredura minuciosa se prolongasse certamente me atrasaria, mas tudo bem eu ainda tinha 40 minutos!

Então veio a ordem que provocou a desordem, o caos não determinístico! Abra o porta malas! Vociferou aquele playmobil animado, abri e diante dos olhos dos meganhas surge um enorme e inocente saco de bolas de tênis! Os caninos presentes simplesmente enlouqueceram com as bolas, cheiravam e latiam com olhar denunciador, eram dois pastores Belgas e não paravam de bocar o saco, não o deles, o das bolas de tênis!

Pronto, o ato final se fecha e lá estou eu parado na Br sob a suspeita de tráfico de entorpecentes usando bolas de tênis como mulas! Aí meus amigos, a indumentária que poderia ser o salvo conduto para a liberdade, só piorou a situação, afinal traficante dos bons adora um terninho! Estava estabelecido o caos e a primeira coisa que o Smigle fez foi chamar o cabo Feitosa (bem nome de cabo mesmo, Feitosa!) e mandar que abrisse as entranhas das bolinhas, algumas até novas, foi doloroso ver as Dunlops e Wilsons serem estripadas por Jack Feitosa! Abriu uma, duas, três e nada, nessa hora enquanto assistia ao Grand Slam genocida, toca meu celular!

O tempo tinha passado e era a secretária do diretor perguntando a razão da minha ausência, varia opções passaram pelo rol de respostas, mas com o pânico só me restava a verdade, disse que estava numa blitz sendo vasculhado da cabeça aos pés e sem perspectiva de liberação… Ela disse, o diretor detesta esperar!! Como isso fez doer meu estomago!

Não teve jeito, tirei forças e coragem das profundezas do meu ser e me aproximei falando com tranqüilidade: Seu guarda, o Sr já abriu quase 15 bolas, não há nada ai! Então num gesto brusco virou aquele saco e derramou todo seu conteúdo no porta malas, lá no fundo jazia a explicação salvadora daquela euforia canídea, encravado na costura um pequeno pedaço de delicioso e suculento floco de ração Royal Canin!! Uma iguaria canina rara e muito apreciada! Imaginem o que esse petisco vip não representava para aqueles cães policiais acostumados com lavagem de segunda… Não foi a toa que ficaram ensandecidos!!

Explicação: Meu caro professor, também era criador da raça Labrador, e costumeiramente comprava sacos de ração de 30 kilos e muitas vezes usava os mesmos sacos (brancos e sem marca nenhuma!) para transportar as bolas. Aí, o cheiro da ração ficou impregnado nas bolas, não o bastante para nossos olfatos humanos, mas suficiente para o super faro canino! Com tamanha evidência, fui liberado e deixei pra trás os meganhas e os caninos, cheguei na empresa em cima da hora com a cabeça a mil, a secretária perguntou novamente o que houve com um olhar de desconfiança, respondi, tava de saco cheio e tive um dia de cão (farejador)!!

SALVE MURPHY!!

Ângelo de Barreto Aranha

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